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Regina Grau

April 11

Nada e Tudo//Regina Tozi

 
 
 
 

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Nada e tudo
Regina Tozi


Julguei quase tudo o que você disse como certo e perfeito
e descobri dolorosamente que quase nada era verdade
nenhuma promessa, principalmente aquelas feitas no leito
quando eu sim me entregava de alma nua com exclusividade.

Descobri que tudo ou nada como quiser entender, é para sempre
palavras são somente folhas que se vão num vento qualquer
e quando chega o amanhã o que resta dentro e fora da gente
é a certeza de que tudo não passou de uma ilusão e fica o sofrer.

E aprendi principalmente que julguei conforme meu âmago quis
fazendo planos com sentimentos que só de um lado existiu
não quis perceber que tudo era tão falso em gestos sutis
e compreendi que a pessoa errada fui eu que a você se uniu.




 


 



 

 


March 15

CREPÚSCULO/REGINA TOZI

 

 

 

 

 

 
 
Crepúsculo...

 
Os ponteiros estão parados
,
o dia ainda não terminou
não alcançaram ainda os raios do luar...
nem estrelas, nem mesmo a lua,
 
apenas o vago silêncio daquela alma nua
na sombra fria das calçadas...
As ruas todas desertas,
um vazio abandonado
 um calabouço de fantasmas!
 
 
Ecoam dos cães os latidos
talvez sejam gemidos...

daquele crepúsculo frio,

da noite que chega sem estrelas...

 
O verso está acabado!

nenhum poeta vive sem a lua,

sem o brilho das estrelas

morro como nasci,

rasgando o peito com o verso

o último que você deixou!

 

Regina Tozi

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Você by Regina Tozi

 

 

 
 
 
 
 
 

ANNALUPEDIDOMOLDURA.jpg picture by inalda-cavalari

 

 
VOCÊ

 

Melodia de magia
de maldade e medo
marca da melancolia
martírio no meu marejo.


Meiguice ou malícia
na madrugada é maior
não é mágoa é melissa
é mantissa do melhor.

 

 

Regina Tozi

 

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February 19

Ausente a esplêndida alma juvenil/Ricardo de Souza Leandro

 



 


 

 




 


 

Ausente a esplêndida alma juvenil...



Ausente a esplêndida alma juvenil
Que outrora cantava minha existência
Em um mundo de fascínio e eminência
Com trombetas do amor do Deus senil

Mas para onde foi esse imenso mundo
Para onde foi a esplêndida criança?
Por que virou veneno minha esperança
E tão pequeno aquele meu amor profundo?

Antes dançava o menino ante gigantes
Comigo brilhava uma chama flamejante
E a constante alegria em mim radiava

Agora um monstro aflora em vil espaço
Sem Deus para cingi-lo com um abraço
Sobrou apenas uma alma que outrora cantava.
 

 

Ricardo de Souza Leandro
 





 



 


 



 

 

 

 

Soneto da despedida/Anna Paula Guinaglia

 







 



 



 



 

Soneto da despedida

Despeço-me hoje, de você
com lágrimas nos olhos
um sorriso adormecido
e uma paz no coração.

Seu sorriso
em minha lembrança ficará
seus carinhos
com a saudade se unirá.

Quando meus olhos te viram
meu singelo coração alterou seu ritmo
assim como o de minha vida.

Mas hoje, ao acordar, decidi te deixar
para tê-lo somente e
totalmente em meus sonhos.

Anna Paula Guinalia

 



 

    
 


 

 

 
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